A crise precisava de férias!
Quem, em 1999, estaria disposto a pagar 180 escudos por um pastel de nata, ou 200 escudos por uma imperial, que se manifeste!
Hoje, dia 9 de Janeiro de 2007, vou a um café e todos os preços são estupidamente altos: uma pastilha, que em 1999 custava cerca de 5/10 escudos, custa agora 5/10 cêntimos. O dobro do preço em apenas 7 anos; uma imperial que rondava os 100 escudos de preço médio, custa agora 1 euro no mínimo. Mais uma vez, o dobro do preço!
Mas mudemos de área. Actualmente, as portagens aumentam 5 cêntimos de cada vez (ou mais...). À 7 anos atrás aumentavam 5 escudos. Mais uma vez, os acertos no preço deste serviço aumentaram para o dobro! E poderia ficar aqui até ao ano 2020 a dar exemplos, mas creio que já perceberam onde quero chegar!

E os salários? Analisando esta evolução dos preços, facilmente chegaríamos à conclusão que estes acompanharam a inflação, dotando os portugueses de um maior poder de compra. Este nivelamento poderia justificar esta inflação quase obscena...mas tal não acontece! Isto porque os salários não acompanharam, nem de perto nem de longe, o nível da inflação!
"E o que fazem os que se governam com o dinheiro público?", perguntam vocês. Aumentam os impostos sobre tudo o que mexe em Portugal! Solução óbvia, certo?
Será que quem tem o P-R-I-V-I-L-É-G-I-O de mudar o futuro de Portugal ainda não percebeu a diferença entre 5 escudos e 5 cêntimos? Provavelmente não quer perceber...

Este Domingo há referendo sobre o aborto. Interroguei-me, incrédulo, sobre as razões que levariam o governo a consultar o povo sobre uma matéria já discutida em 1998; depois percebi:
A crise precisava de férias!